Comunicados de Imprensa

O Presidente Oaks apela à pacificação no Fórum Inter-religioso do G20 em Salt Lake City.

“Queremos fazer parte dos vossos esforços [de pacificação] e invocar as bênçãos do Senhor sobre todos nós, à medida que avançamos”, disse o profeta.

Na quinta-feira, o Presidente d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Dallin H. Oaks, recebeu líderes religiosos de todo o mundo em Salt Lake City, elogiando os esforços para construir a paz e a compreensão, respeitando as diferenças de crença.

Durante a cerimónia de abertura do Fórum Inter-religioso do G20 no Tabernáculo de Salt Lake, o profeta disse: “Pessoas de boa vontade, compaixão e com o desejo de se compreender e ajudar mutuamente, sem exigir que as suas prioridades sejam comprometidas, são a essência da construção da paz”.

O Presidente Oaks elogiou os participantes pelos seus esforços para serem “pacificadores no mundo de hoje” e disse: “Queremos fazer parte dos vossos esforços e invocar as bênçãos do Senhor sobre todos nós à medida que avançamos”.

“Pessoas de boa vontade, compaixão e com o desejo de se compreender e ajudar mutuamente, sem exigir que as suas prioridades sejam comprometidas, são a essência da construção da paz.” — Presidente Oaks

Ele descreveu o fórum como “a mais notável constelação de líderes sobre o tema que nos une, alguma vez reunida em Salt Lake City”.

O Fórum Inter-religioso do G20, que se realiza nos Estados Unidos pela primeira vez, reúne líderes religiosos, académicos, profissionais humanitários e autoridades públicas de todas as partes do o mundo. Fundado em 2014, o encontro realiza-se anualmente no país que detém a presidência do G20 e procura contribuir com perspetivas religiosas para debates sobre temas que vão desde a construção da paz e a liberdade religiosa à pobreza, à tecnologia e ao desenvolvimento económico.

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Os líderes religiosos chegam ao Fórum Inter-religioso do G20 de 2026, no Tabernáculo, em Salt Lake City, na quinta-feira, 15 de outubro de 2026.2026 by Intellectual Reserve, Inc. All rights reserved.
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O processo mais abrangente do G20 é um fórum para a cooperação económica internacional entre as maiores economias do mundo. Os organizadores do fórum inter-religioso afirmam que as comunidades religiosas podem contribuir para estes debates através da sua experiência na gestão de escolas, hospitais, programas humanitários e redes de assistência em todo o mundo.

O fórum será encerrado no sábado, na Catholic Cathedral of the Madeleine (Catedral Católica de Madalena), localizada 800 metros a leste do Templo de Salt Lake.

“Esperança resiliente, futuro partilhado”

O tema central do fórum deste ano é “Esperança resiliente, futuro partilhado”.

A par com o Presidente Oaks, a cerimónia de abertura contou com discursos e orações de líderes que representavam as tradições religiosas muçulmana, católica, ortodoxa cristã, hindu, judaica e de outras religiões.

O convidado de honra da noite foi Sua Excelência o Dr. Mohammad Abdulkarim Al-Issa, secretário-geral da Liga Mundial Muçulmana, que proferiu o discurso de abertura. O Dr. Al-Issa enfatizou a esperança, apelando às comunidades religiosas para que trabalhem em conjunto na promoção da paz, da compreensão mútua e da dignidade humana.

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Sua Excelência o Dr. Mohammad Abdulkarim Al-Issa, secretário-geral da Liga Muçulmana Mundial, discursa durante a cerimónia de abertura do Fórum Inter-religioso do G20 de 2026, no Tabernáculo, em Salt Lake City, na quinta-feira, 15 de outubro de 2026.2026 by Intellectual Reserve, Inc. All rights reserved.
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“Caros amigos, as nossas diferenças naturais não devem ser uma ameaça, nem um incentivo ao confronto e ao conflito”, disse o Dr. Al-Issa, que visitou pela primeira vez os líderes da Igreja na Praça do Templo, em 2019. “Na verdade, faz parte da diversidade que Deus destinou à humanidade através da Sua sabedoria universal predestinada.”

Ao ler uma mensagem enviada em nome do Papa Leão XIV pelo Cardeal Pietro Parolin, o Arcebispo Gabriele Caccia, Núncio Apostólico nos Estados Unidos, afirmou que o encontro serve como “um exemplo brilhante da solidariedade da família humana” e destacou a importância da dignidade humana, da liberdade religiosa e do bem comum.

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O Reverendíssimo Gabriele Giordano Caccia, Núncio Apostólico nos Estados Unidos, cumprimenta os convidados do Fórum Inter-religioso do G20 de 2026 no Edifício dos Escritórios da Igreja, em Salt Lake City, na quinta-feira, 15 de outubro de 2026.2026 by Intellectual Reserve, Inc. All rights reserved.
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“O Papa Leão XIV reza para que as vossas deliberações, conduzidas com bondade e respeito, inspirem os fiéis a encontrar respostas cada vez mais convincentes para aqueles que perguntam a razão da nossa esperança e, assim, ajudem mais pessoas a aproximarem-se com confiança do Criador”, disse o Arcebispo Caccia.

A música também desempenhou um papel importante na noite. O coro The Tabernacle Choir at Temple Square apresentou seis peças musicais, incluindo “Peace Like a River” e “Look Up”, complementando assim os apelos dos oradores por esperança, pacificação e cooperação.

Fazendo referência à apresentação do coro, o Metropolita Emmanuel de Calcedónia, segundo na hierarquia do Patriarcado Ecuménico, comparou a cooperação inter-religiosa à harmonia coral.

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O Metropolita Emmanuel de Calcedónia, segundo na hierarquia do Patriarcado Ecuménico, discursa durante a cerimónia de abertura do Fórum Inter-religioso do G20 de 2026, no Tabernáculo, em Salt Lake City, na quinta-feira, 15 de outubro de 2026.2026 by Intellectual Reserve, Inc. All rights reserved.
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“Centenas de vozes, baixos, tenores, contraltos, sopranos, e nenhum baixo pediu às sopranos que descessem para a sua própria extensão vocal”, disse. “O que ouvimos foi harmonia, precisamente porque as vozes se mantinham distintas, cada uma na sua própria linha, todas no mesmo ritmo.”

Afirmou que as pessoas de diferentes tradições religiosas podem trabalhar juntas sem abandonar as suas crenças distintas. Notou que “a fé num único Criador e numa única criação” pode “unir pessoas de tradições muito diferentes sem lhes pedir, em primeiro lugar, que se tornem iguais”.

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Sadhvi Bhagawati Saraswati, líder espiritual hindu e escritora, discursa durante a cerimónia de abertura do Fórum Inter-religioso do G20 de 2026, no Tabernáculo, em Salt Lake City, na quinta-feira, 15 de outubro de 2026.2026 by Intellectual Reserve, Inc. All rights reserved.
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A ecoar temas de cooperação e promoção da paz, Sadhvi Bhagawati Saraswati, líder espiritual hindu e escritora, incentivou os participantes a encararem a esperança como um catalisador para a ação.

“A esperança não é um estado de espírito que esperamos. É uma capacidade que construímos”, afirmou ela, incentivando os presentes a reforçar a resiliência e a trabalhar em conjunto para enfrentar os desafios comuns.

“A nossa fé dá-nos um sim interior retumbante: sim à vida, sim ao amor, sim à paz, sim à dignidade humana, sim à esperança”, disse Sadhvi Bhagawati. “Mas a fé deve também dar-nos um ‘não’ interior igualmente retumbante: não à destruição ambiental, não à pobreza, não à opressão e à exploração e, principalmente, não à violência em nome de Deus”.

O Rabino Mark Dratch, vice-presidente executivo do Congresso Judaico Mundial, falou sobre estarmos “presos de esperança”, uma expressão da Bíblia Hebraica (Zacarias 9:12). Referiu que isto reflete a convicção de que as pessoas de fé devem recusar o desespero, mesmo diante de conflitos e incertezas. Incentivou os participantes a transformar a esperança em ação em benefício dos outros.

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O Rabino Mark Dratch discursa durante a cerimónia de abertura do Fórum Inter-religioso do G20 de 2026, no Tabernáculo, em Salt Lake City, na quinta-feira, 15 de outubro de 2026.2026 by Intellectual Reserve, Inc. All rights reserved.
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“Quando o mundo diz que a nossa esperança está perdida, que nós, pessoas de fé, respondamos em conjunto: não estamos sem esperança. Apeguemo-nos firmemente a Deus, uns aos outros e a um futuro que ainda não podemos ver, mas pelo qual estamos dispostos a trabalhar hoje”, disse o Rabino Dratch. “Somos, todos e cada um de nós, prisioneiros da esperança.”

Uma mensagem de pacificação do Elder Stevenson

Antes da cerimónia de abertura do fórum, o Elder Gary E. Stevenson, do Quórum dos Doze Apóstolos, deu as boas-vindas num jantar no átrio do Edifício dos Escritórios da Igreja e falou sobre o papel que as pessoas de fé podem desempenhar na construção da paz e no fortalecimento das comunidades. Referindo-se ao ensinamento do Salvador: “Bem-aventurados os pacificadores”, incentivou os líderes religiosos a trabalharem em conjunto para enfrentar os desafios que afetam a família humana.

Enquanto o grupo se preparava para caminhar até ao Tabernáculo, o apóstolo convidou-os a recordar os dois grandes mandamentos de Cristo de amar a Deus e ao próximo.

“À volta destas mesas esta noite, pessoas de muitas crenças já começaram a vivê-los juntas. Que possamos continuar a fazê-lo, como pacificadores e como filhos de Deus”, disse o Elder Stevenson. “Acrescento o meu testemunho do nome de Jesus Cristo, o Príncipe da Paz. Oro para que Deus vos abençoe no vosso trabalho esta semana, abençoe as pessoas a quem servem e abençoe as amizades que se formaram nesta sala esta noite, para que possamos levar esperança a um mundo que tanto precisa dela.”

Este espírito de cooperação tomou forma concreta noutros locais durante os acontecimentos do dia. A sessão de abertura do fórum contou com os discursos do governador de Utah, Spencer Cox, do ex-governador da Carolina do Sul, David Beasley, e de Martin Luther King III acerca do tema de como discordar de forma mais construtiva.

O governador Cox afirmou que as comunidades podem lidar com a divisão “uma conversa, um desentendimento, um vizinho, um ato de serviço de cada vez”. O governador Beasley enfatizou o poder das relações pessoais, dizendo: “É difícil odiar alguém com quem se partilha uma refeição”. King reiterou o tema, lembrando que os seus pais “entendiam que podíamos discordar sem sermos desagradáveis”.

As mensagens transmitidas ao longo do encontro de quinta-feira fizeram eco do tema de que a paz começa com a compreensão, o respeito e a vontade de trabalhar em conjunto, apesar das diferenças.